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45 do Primeiro Tempo - Quando redirecionar se torna o maior movimento

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Introdução

No mundo acelerado da tecnologia, onde sprint vira maratona, backlog nunca esvazia e inovação é obrigação, existe uma pergunta que raramente fazemos:

Para onde estamos direcionando nossa carreira — e nossa vida — enquanto tudo isso acontece?

Foi esse questionamento que me levou ao livro “45 do Primeiro Tempo”, de Patrick Santos. Apesar de não ser um livro sobre tecnologia, ele traz uma perspectiva valiosa para quem vive sob pressão constante: a importância de ajustar o rumo, revisar hábitos e reconectar-se com aquilo que realmente nos move.

Sobre o livro

Em “45 do Primeiro Tempo”, Patrick Santos — jornalista e ex-apresentador da Jovem Pan — revisita sua trajetória e conta como percebeu que estava avançando no jogo da vida sem clareza do próprio propósito.

Ele descreve, de forma sincera, como decidiu redirecionar sua caminhada profissional para algo mais alinhado aos seus valores — um movimento que exige coragem em qualquer área, inclusive (e especialmente) no setor de tecnologia.

A narrativa é leve, humana e direta. Patrick não “parou” sua vida; ele reorientou sua energia. E é exatamente aqui que o livro conversa com quem trabalha em ambientes dinâmicos, inovadores e altamente competitivos.

Lições e Reflexões para quem vive tecnologia

  • Ajustar a rota também é evolução:
    Na área de tecnologia, estamos acostumados a iterar produtos, testar hipóteses e revisar estratégias… mas ignoramos a necessidade de fazer isso com a própria vida.
    O livro lembra que rever direção não é fraqueza — é maturidade.
  • Hábitos moldam carreira:
    Produtividade não nasce só de novas ferramentas: nasce de clareza, foco e saúde mental.
    Criar hábitos melhores — como definir limites, organizar prioridades ou reduzir ruídos — é tão essencial quanto aprender uma nova stack.
  • Propósito sustenta performance:
    Profissionais técnicos muitas vezes entram em piloto automático: entregam, resolvem, otimizam… mas sem refletir se estão construindo algo que faz sentido para si.
    Patrick mostra que propósito não é um luxo, é combustível.
  • Vulnerabilidade também é uma skill:
    No livro, Patrick se mostra humano — algo que líderes e profissionais de tecnologia precisam cada vez mais.
    A capacidade de reconhecer limites, pedir apoio e refletir sobre si mesmo fortalece equipes, produtos e decisões.
  • Equilíbrio não é opcional:
    No ecossistema tech, é comum normalizar a sobrecarga. O livro reforça: não existe sucesso sustentável sem cuidado pessoal, relações sólidas e espaço mental.

Conexão com o mundo da tecnologia

Para quem vive tecnologia, inovação e negócios, o livro serve como um “debug” de vida: um convite para analisar o que está funcionando, o que precisa ser refatorado e o que deve ser reescrito.

Profissionais de tecnologia lidam com prazos apertados, pressão por entrega, atualizações constantes, novos frameworks… É um terreno fértil para burnout.

E justamente por isso, a reflexão proposta pelo livro é tão relevante:
crescimento não acontece só com mais esforço — acontece com direção.

Patrick nos lembra que não estamos apenas executando tarefas, escrevendo código ou liderando times. Estamos construindo uma trajetória — e ela merece atenção.

Fechamento

“45 do Primeiro Tempo” não é apenas uma história pessoal. É um convite para observar como você está guiando sua jornada profissional e pessoal.

Talvez o ponto não seja “pausar”, mas realinhar.
Talvez não seja “desacelerar”, mas avançar com intenção.
Talvez não seja sobre fazer mais, e sim fazer melhor.

Porque, assim como no futebol, o segundo tempo depende menos da velocidade… e muito mais de como você escolhe voltar para o jogo.

O livro acabou se tornando um podcast no Spotify para que outras pessoas pudessem contar suas histórias de superação, pausas, reflexões ou migração de carreira. Para acessar clique aqui

📚 Dados Técnicos

  • Autor: Patrick Santos
  • Ano de publicação: 2019
  • Editora: Planeta
  • Gênero: Autobiografia / Desenvolvimento pessoal